Balanço do Congresso

Balanço do Congresso, Prof. Pedro Fernandes

Entre os dias 2 a 4 de novembro, a Sociedade Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia realizou o seu 42.º Congresso Nacional no Centro de Congressos do Algarve, em Vilamoura. Em nosso entender foi sem dúvida uma reunião com um elevado nível científico e aglutinador na nossa Sociedade, que se pretende viva e ativa no panorama nacional e internacional.

Com um programa muito ambicioso e cunho pessoal da Direção da Sociedade, foi possível trazer a Vilamoura um número muito elevado de ortopedistas, enfermeiros e fisioterapeutas que deram um valiosíssimo contributo para o sucesso do encontro. Tivemos, ainda, a participação de vários palestrantes estrangeiros que muito contribuíram para o elevado nível científico do Congresso aos quais muito agradecemos.

Mas a organização do Congresso, como todos tiveram a oportunidade de testemunhar, deu um passo em frente na introdução de vários temas transversais à nossa sociedade, com inclusão de mesas onde participaram decisores políticos, prestadores e “pagadores” de uma atividade pública e privada, esta última cada vez mais relevante no panorama nacional. A comprovar esta mudança no paradigma estão as várias comunicações realizadas com casuísticas de instituições privadas, algo que há uns anos não seria possível.

Por outro lado, dadas as constantes alterações no planeamento das políticas de Saúde, por vezes com repercussão na prestação de cuidados orto-traumatológicos, procurou-se uma proximidade maior com a Ordem dos Médicos, assim como junto dos órgãos decisores, procurando-se enaltecer o papel da Sociedade na defesa das boas práticas perante a comunidade.

Não podemos deixar de nos congratular com o número elevado de resumos submetidos para avaliação, tendo sido apresentados 513 trabalhos (entre os quais, 312 comunicações livres). Um número muito elevado, sem dúvida, onde poderemos apontar algumas críticas aos critérios de seleção. Estes, contudo, procuraram responder a um objetivo primordial da Direção que visava trazer até nós o maior número possível de jovens ortopedistas. Este desiderato, em nossa opinião bem conseguido, veio dinamizar o encontro e transmitir às novas gerações a energia desejada para revitalização da Sociedade.

Como ponto a refletir fica, sem dúvida, o número e salas em funcionamento simultâneo o que fez com que algumas sessões de elevada relevância e nível científico tivessem tido uma assistência reduzida. Embora este planeamento procurasse alcançar o objetivo anterior, será certamente algo para a Direção refletir de forma a garantir que tal não aconteça no próximo ano.

Enaltecer ainda a realização dos workshops, com ações formativas dirigidas aos internos e que acolheram a maior participação.

Por fim, gostaríamos de agradecer a forte presença da indústria que apoiou uma vez mais e de uma forma muito empenhada o 42.º Congresso Nacional de Ortopedia e Traumatologia. Um bem hajam, pois sem o apoio da Indústria a formação dos Ortopedistas em Portugal não teria o nível que tem hoje.

Passou-se mais um excelente encontro científico, mostrando que a Sociedade de Ortopedia tem um elevado valor não só científico como também humano, fazendo antever um crescimento próspero e uma Sociedade virada para a formação como garante de um elevado e abrangente nível de cuidados prestados à comunidade. 

Pedro Fernandes

Presidente da Comissão Científica