Jornadas do CRI de Ortopedia da ULS Médio Tejo reforçam modelo de gestão clínica integrada

06/05/2025

As 4as Jornadas dos Centros de Responsabilidade Integrados (CRI), realizadas este ano em Torres Novas e organizadas pelo CRI de Ortopedia da Unidade Local de Saúde do Médio Tejo (ULSMT), foram mais um marco na consolidação do modelo de gestão clínica integrada em Portugal. O evento foi coordenado pelo Dr. Amílcar Valverde, Diretor de Serviço e Diretor do Conselho de Gestão do CRI de Ortopedia da ULSMT, que sublinhou: “Estas jornadas são a prova de que o modelo CRI pode ser não só funcional, mas também altamente eficaz na prestação de cuidados, na inovação clínica e na motivação das equipas.”

Iniciadas pela equipa do CRI de Trauma do Hospital de São José, em Lisboa, estas jornadas têm-se assumido como momentos de encontro e reflexão para profissionais de saúde e gestores hospitalares que pretendem partilhar boas práticas e promover a excelência clínica. A edição deste ano destacou-se pela forte componente técnico-científica e pela abrangência dos temas discutidos na área da Ortopedia.

Entre os assuntos abordados estiveram os avanços nas próteses articulares, nomeadamente de anca, joelho e ombro, novas técnicas minimamente invasivas, uso de materiais inovadores e abordagens ao tratamento de fraturas complexas com ortobiológicos. A Ortopedia geriátrica teve também grande destaque, com apresentações centradas na abordagem multidisciplinar de fraturas do colo do fémur e na otimização dos cuidados perioperatórios.

“A partilha de experiências entre instituições e a presença de oradores internacionais permitiu enriquecer ainda mais o debate clínico,” referiu Amílcar Valverde. Especialistas de Espanha e Inglaterra trouxeram novas perspetivas, especialmente no âmbito das fraturas da anca por fragilidade. Foram debatidos temas como o “neck of femur fracture pathway”, a ortogeriatria na prática clínica e a gestão de doentes hipocoagulados ou em terapêutica antiagregante.

A reabilitação ortopédica, com protocolos otimizados para recuperação funcional acelerada, e as inovações em anestesia e analgesia pré e pós-operatórias foram outros pontos fortes do programa. Segundo o coordenador do evento, “a combinação entre excelência clínica e boa organização tornou possível alcançar – e superar – todas as expectativas.”

As jornadas contaram com uma elevada participação e reconhecimento generalizado pela qualidade científica das sessões. “Recebemos feedback muito positivo de todos os participantes. O envolvimento ativo da audiência, a qualidade dos oradores e a clareza dos conteúdos apresentados confirmam que estas jornadas são, de facto, uma mais-valia para todos os envolvidos,” destacou.

Entre as principais conclusões retiradas do encontro, destaca-se a validação do modelo CRI como uma estrutura que potencia a eficiência assistencial, a organização de equipas, a criação de redes clínicas colaborativas e a aposta na formação contínua. “Ficou claro que vale a pena continuar a investir neste tipo de encontros. São momentos estratégicos para manter padrões de qualidade, estimular a inovação e reforçar os laços entre os vários centros hospitalares do país,” concluiu.