07/11/2025
A sessão “A Ortopedia nos Grandes Grupos de Saúde”, moderada por Paulo Amado, foi um dos momentos mais participados do 44.º Congresso Nacional de Ortopedia e Traumatologia, ao reunir representantes dos principais grupos privados de saúde em Portugal para discutir o papel atual e futuro do ortopedista no contexto da Medicina privada.
O painel contou com as intervenções de Bruno Gomes (Trofa Saúde), César Santos (HPA Saúde), José Bento (Rivera Salud), Luís Drummond Borges (Lusíadas Saúde), Pedro Patrício (Luz Saúde) e Pedro Bastos (CUF), que partilharam as suas experiências e visões sobre os desafios estruturais, económicos e profissionais que hoje moldam a Ortopedia no setor privado.
Entre os temas em destaque estiveram o papel do ortopedista na Medicina privada, a importância da formação contínua e da atualização científica, a pressão para a produção de consultas e cirurgias, a perda da remuneração dos ortopedistas ao longo do tempo e a evolução em investimentos na saúde privada.
A mesa abordou também um tema sensível: a eventual reforma obrigatória dos médicos aos 70 ou 75 anos, questionando-se quem deve definir os critérios e qual o impacto que essa medida poderá ter na sustentabilidade e na qualidade dos cuidados prestados.
No encerramento, os participantes refletiram sobre o futuro da Ortopedia no panorama da saúde nacional, concluindo que o diálogo entre médicos e instituições é essencial para garantir um sistema mais equilibrado, justo e centrado no doente.
A sessão destacou-se pela abertura e profundidade do debate, refletindo a maturidade com que a comunidade ortopédica encara as mudanças do setor e o compromisso da SPOT em promover espaços de discussão sobre os grandes temas que afetam a profissão.
