08/11/2025
No 44.º Congresso Nacional de Ortopedia e Traumatologia, a Comissão de Internos, coordenada por Raquel Cunha, Diogo Gameiro e Afonso Nave, assume um papel central ao promover uma sessão dedicada às oportunidades de estágios e bolsas internacionais nas diversas subespecialidades da Ortopedia — pé, coluna, anca, ombro, mão, ortopedia infantil e joelho.
Segundo Raquel Cunha, “o nosso objetivo é criar uma ponte entre os jovens ortopedistas portugueses e o vasto mundo da formação internacional, permitindo que conheçam de perto as possibilidades de especialização avançada e de contacto com centros de referência em todo o mundo”.
A sessão da CISPOT tem como propósito aproximar internos e jovens especialistas de colegas que realizaram estágios ou bolsas fora de Portugal, promovendo uma partilha direta de experiências reais. Para além disso, pretende explorar programas internacionais de excelência e incentivar o intercâmbio científico e cultural, fortalecendo as redes académicas e clínicas num espírito de crescimento profissional e colaboração internacional.
A coordenadora sublinha que “a formação médica já não se esgota nas fronteiras nacionais. Hoje, mais do que nunca, é essencial ter uma perspetiva global, aprender com diferentes realidades e trazer esse conhecimento de volta para melhorar a prática ortopédica em Portugal”.
No que toca à evolução da Ortopedia, Raquel Cunha destaca o rápido avanço tecnológico que tem transformado a especialidade: “A integração de ferramentas como a navegação cirúrgica, a inteligência artificial, a robótica e as técnicas minimamente invasivas está a redefinir o modo como tratamos os doentes e avaliamos os resultados.”
Contudo, identifica também desafios relevantes, como a necessidade de formação contínua adaptada ao ritmo da inovação, a criação de programas estruturados de estágio e bolsas acessíveis e o reforço da colaboração internacional para garantir uma atualização científica permanente.
A mensagem final da CISPOT é inspiradora e mobilizadora: “Este congresso é uma oportunidade para investir na formação global e no espírito de colaboração que define o futuro da Ortopedia. Queremos inspirar os jovens internos de Ortopedia a procurar experiências internacionais, expandindo competências, perspetivas e redes profissionais, e, ao mesmo tempo, contribuir para elevar os padrões clínicos e científicos da Ortopedia portuguesa.”