07/11/2025
No 44.º Congresso Nacional de Ortopedia e Traumatologia, a Comissão Socioprofissional da SPOT, coordenada por Carlos Maia Dias, foca a sua intervenção num tema de grande relevância para o futuro da prática médica: a nova Tabela de Atos Médicos.
Depois de dois anos dedicados ao estudo e à discussão dos fundamentos técnicos e científicos que sustentam a construção desta tabela, chega agora o momento de abordar o passo seguinte: a sua implementação prática e os impactos esperados na Ortopedia portuguesa.
Segundo Carlos Maia Dias, “a Tabela de Atos Médicos é um instrumento essencial para a regulação, valorização e uniformização do exercício médico em Portugal. O nosso objetivo é discutir como garantir a sua aplicação real e eficaz, assegurando que este processo se traduz numa maior transparência, uniformização e reconhecimento da atividade ortopédica”.
A sessão da Comissão Socioprofissional procurou reforçar a importância de uma tabela construída pela classe médica, baseada em critérios técnicos e científicos rigorosos, e que reflita fielmente a prática clínica. “Queremos estimular a participação ativa dos ortopedistas na consolidação desta tabela. É um processo coletivo, que depende do envolvimento de todos nós”, sublinha o coordenador.
Carlos Maia Dias destaca que a área socioprofissional da Ortopedia tem evoluído com maior maturidade e consciência coletiva. “Hoje existe um entendimento claro de que um exercício médico regulado, justo e sustentável depende da nossa capacidade de organização e de representação. O desafio atual passa por reconstruir a confiança dos ortopedistas nas suas instituições, especialmente na Ordem dos Médicos, para que esta possa concretizar a implementação da tabela com o apoio efetivo da classe”, afirma.
Outro ponto essencial será o envolvimento das subespecialidades no processo, garantindo que cada uma reivindica o seu espaço técnico na padronização dos atos. “Os códigos têm de refletir a realidade da prática. Só assim a uniformização trará benefícios concretos: menos burocracia, processos mais eficientes e uma melhoria global da qualidade clínica e administrativa”, explica.
Na sua mensagem final, Carlos Maia Dias deixa um apelo à união da classe ortopédica: “Vivemos um momento decisivo para o futuro da Ortopedia portuguesa. A nova Tabela de Atos Médicos tem o potencial de simplificar, valorizar e uniformizar a nossa prática, mas o sucesso deste processo depende de cada um de nós, da nossa confiança institucional e da nossa disponibilidade para participar ativamente. Mais do que um instrumento técnico, esta tabela representa um ato de coesão profissional. A valorização da ortopedia depende da nossa união, da nossa exigência e da nossa capacidade de confiar nas instituições que nos representam.”