16/06/2025
O 1.º Congresso da Sociedade Portuguesa de Infeção Osteoarticular (SPIO) realizou-se com sucesso, reunindo cerca de uma centena de participantes de todo o país, com o objetivo de aprofundar e consolidar conhecimentos na área da patologia infeciosa osteoarticular. Segundo André Grenho, coordenador da SPIO, o evento “correspondeu, e até superou, as expectativas”.
O congresso destacou-se pela qualidade da sua faculty, composta não apenas por membros da SPIO, mas também por investigadores de renome de outras áreas científicas. “Contámos com uma faculty de luxo, que juntou não só elementos da nossa sociedade, como também cientistas não médicas que realizam investigação relacionada com a infeção musculoesquelética no panorama nacional”, sublinhou André Grenho. Entre os nomes destacados estiveram Diana Pires, da Faculdade de Braga, com uma apresentação sobre bacteriófagos, e Maria Manuela Gaspar, da Faculdade de Farmácia de Lisboa, que partilhou investigação sobre o transporte de antibióticos em lipossomas. A presença Daniel Perez-Prieto, de Barcelona, fundador do Grupo Ibérico de Osteomielite, conferiu uma dimensão internacional ao encontro.
Em termos de conteúdos, o congresso foi estruturado em dois dias distintos, mas complementares. “Tivemos uma assembleia repleta para as palestras do primeiro dia, em que cursámos sobre a componente mais teórica da abordagem das infeções do aparelho locomotor, com bastante interação do público, principalmente na sessão sobre inovação e na das ferramentas úteis”, explicou o coordenador. O segundo dia foi dedicado à discussão de mais de uma dezena de casos clínicos, demonstrando a aplicação prática dos conceitos abordados anteriormente.
Foram debatidos temas como os procedimentos cirúrgicos ortopédicos e plásticos no tratamento das infeções osteoarticulares, e a necessária articulação com especialidades como Infeciologia, Medicina Interna, Microbiologia e Anatomia patológica. “Foi também discutida a abordagem diária e a gestão multidisciplinar destas condições”, referiu, acrescentando que houve ainda espaço para a inovação, com intervenções sobre o papel da inteligência artificial e das novas tecnologias terapêuticas.
O balanço final foi francamente positivo. “O ambiente descontraído do congresso e, acima de tudo, das discussões clínicas, permitiu a criação de um ambiente favorável a uma discussão objetiva e orientada para a resolução prática de problemas”, afirmou o responsável. “Os participantes conseguiram obter conhecimento científico e ajuda para problemas reais, de acordo com as melhores práticas clínicas.”