Prevenção de fraturas de insuficiência em debate no 11.º webinar da SPOT

Poster 11 Webinar Spot

O 11.º webinar da Sociedade Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia (SPOT) decorreu no dia 7 de março, sob o mote “Desvendando o Enigma: Fraturas de Insuficiência”. A iniciativa contou com dezenas de participantes e cinco palestrantes. 

Rui Pinto, do Hospital de Santa Maria, deu início à sessão, deixando um agradecimento ao presidente da SPOT, João Gamelas, e restante direção. Fornecendo as bases para as apresentações dos restantes palestrantes, Rui Pinto partilhou as definições, causas, sintomas e sinais, diagnóstico e opções de tratamento deste tipo de fraturas. O ortopedista destacou a incidência das fraturas de insuficiência em pacientes do sexo feminino, de idade avançada, assim como o impacto da osteoporose, que é a causa de 90% das fraturas de insuficiência. Referiu, ainda, a importância da prevenção de fraturas, nomeadamente através de uma nutrição adequada, que promova a saúde óssea, prática regular de exercício físico e prevenção de quedas.  

António Camacho, da ULS de S. José, foi um dos palestrantes da sessão, abordando as fraturas atípicas, partindo de uma explicação das alterações ósseas com a idade e abordando as especificidades destas fraturas e as duas modalidades de tratamento mais proeminentes, atualmente. “50% das mulheres com mais de 50 anos vai ter, pelo menos, uma fratura durante a sua vida. Portanto, é fundamental, neste grupo sociodemográfico, tomar medidas de prevenção para diminuir estes números. Cinquenta por cento de pessoas sofrerem uma fratura que as pode deixar dependentes para o resto da vida é um valor demasiado elevado”, partilhou António Camacho.

De seguida, ouviram-se as apresentações do Dr. Miguel Marta, do Hospital São João, sobre fraturas atípicas, e do Dr. Eduardo Mendes, da CUF Viseu, sobre fraturas patológicas. O Dr. Miguel Marta trouxe ao debate a necessidade, ou não, de se diagnosticar e tratar as fraturas de insuficiência de modo semelhante às restantes fraturas. Já o Dr. Eduardo Mendes destacou a importância de reconhecer que uma fratura patológica não é uma emergência cirúrgica, devendo estabelecer-se um diagnóstico antes da intervenção.

No final de cada sessão, abriu-se espaço para perguntas e discussão do tema.