27/02/2026
A mais recente reunião do Grupo Ortopédico do Norte (GON) decorreu na ULS Tâmega e Sousa e juntou especialistas de vários Serviços de Ortopedia da região Norte para a discussão aprofundada de casos clínicos complexos.
Segundo o responsável do grupo, Vieira da Silva, o encontro teve como principal objetivo “promover a discussão científica de situações desafiantes, incentivar a reflexão crítica e potenciar o debate construtivo entre equipas experientes”. Em foco estiveram casos de elevada complexidade, como infeções osteoarticulares, falências de osteossíntese, defeitos ósseos segmentares, reconstruções complexas do tornozelo e joelho, bem como patologia degenerativa e pós-traumática, muitos deles sem soluções únicas ou consensuais, o que, segundo o médico, “tornou o debate ainda mais enriquecedor”.
Vieira da Silva caracteriza a evolução do GON como um percurso de afirmação sustentado na transparência clínica e na aprendizagem entre pares. “O GON afirmou-se como uma plataforma regional de elevada qualidade, que promove análise crítica das decisões terapêuticas e uniformização de práticas”, referiu, sublinhando que, apesar de regional, o impacto do grupo ultrapassa essa dimensão, já que o seu modelo de trabalho “é replicável a nível nacional e contribui para elevar a qualidade dos cuidados ortopédicos”.
A realização rotativa das reuniões do GON visa igualmente reforçar a proximidade com os diferentes serviços. No caso da ULS Tâmega e Sousa, o encontro serviu para reconhecer o dinamismo do seu Serviço de Ortopedia, particularmente ativo em áreas complexas como a gestão de infeções, reconstruções ósseas e trauma. “Não falamos de desafios exclusivos da região, mas de desafios transversais à Ortopedia moderna, que beneficiam claramente da discussão alargada entre pares experientes”, destacou o responsável.
No final da sessão, o balanço foi considerado muito positivo. De acordo com Vieira da Silva, o principal resultado foi o aprofundamento do debate clínico em torno de casos de difícil resolução. “Em vários casos conseguimos aproximar estratégias terapêuticas e construir maior consenso; noutros, a diversidade de perspetivas foi precisamente a maior riqueza da discussão”, afirmou, concluindo que este exercício crítico reforça a coesão científica entre os serviços e contribui para que as decisões futuras sejam “mais fundamentadas e seguras, sempre em benefício dos doentes”.