08/11/2025
A Secção para o Estudo das Novas Terapias e Tecnologias em Ortopedia (SENTTO) centrou a sua participação no 44.º CNOT em torno das inovações digitais que estão a transformar a Medicina moderna. A sessão organizada pela secção foi teórico-prática e abordou um dos conceitos emergentes mais promissores: os Digital Twins e as suas aplicações na cirurgia ortopédica.
O coordenador da SENTTO, Pedro Diniz, explica que o objetivo é “mostrar o que são os Digital Twins e como podem ser usados para melhorar os cuidados prestados aos nossos doentes”. Segundo o especialista, trata-se de uma tecnologia “que tem vindo a ganhar destaque nos últimos anos e cujo desenvolvimento tem sido acelerado graças às mais recentes inovações, por exemplo, no campo da Inteligência Artificial e do 5G”.
Além dos Digital Twins, a sessão da SENTTO também explorou o potencial da realidade estendida (xR), que integra a realidade virtual e a realidade aumentada, e a forma como estas ferramentas podem ser aplicadas à Ortopedia. “Falámos sobre como estas formas de interagir com o mundo digital podem ser usadas em Medicina, nomeadamente na formação, na simulação cirúrgica e na melhoria dos processos de decisão clínica”, disse Pedro Diniz.
Sobre a evolução da área, o coordenador reconhece que as novas tecnologias, em particular a Inteligência Artificial, têm suscitado grande interesse e expectativa. “Estas ferramentas têm um enorme potencial para serem benéficas para os doentes, mas antes disso há todo um trabalho de validação que é necessário fazer”, sublinha. Para o especialista, o desafio está em “antecipar e acompanhar as transformações que estas tecnologias vão implicar na prática clínica”, garantindo uma integração ética, segura e eficaz.
Pedro Diniz deixa ainda um convite a todos os participantes do congresso: “Espero que com a sessão da SENTTO levem convosco algo útil para a vossa prática clínica.”
Com esta sessão, a SENTTO reforça o seu papel na divulgação e estudo das inovações tecnológicas em Ortopedia, promovendo a reflexão sobre o equilíbrio entre o potencial transformador da tecnologia e a responsabilidade clínica de a aplicar em benefício do doente.