SPOC destaca a importância do movimento e da inovação no tratamento das patologias do ombro

08/11/2025

No 44.º Congresso Nacional de Ortopedia e Traumatologia, a Sociedade Portuguesa do Ombro e Cotovelo (SPOC), coordenada por Nuno Sevivas, centrou a sua sessão na amplitude de movimento do ombro, uma articulação singular pela sua complexidade e mobilidade.

Segundo Nuno Sevivas, “a SPOC pretendeu destacar os extremos da patologia que afetam o movimento do ombro, desde a instabilidade até à rigidez, abordando situações clínicas particularmente complexas e desafiantes”. A sessão contou com a participação de especialistas nacionais e internacionais de referência, garantindo uma perspetiva atualizada, prática e científica, com o objetivo de ajudar os participantes a melhorar a sua tomada de decisão e prática clínica, baseando-se na evidência mais relevante.

“A nossa missão é promover a partilha de conhecimento e o debate construtivo, sempre com foco na melhoria do tratamento dos nossos doentes”, sublinha o coordenador.

Sobre a evolução da área, Nuno Sevivas destaca o notável progresso da cirurgia do ombro e cotovelo na última década: “Assistimos ao desenvolvimento de técnicas minimamente invasivas, à introdução de novos materiais e à conceção de próteses mais fiáveis. Além disso, tecnologias como a realidade aumentada, a inteligência artificial e a impressão 3D estão a transformar a forma como diagnosticamos, planeamos e operamos.”

Contudo, adverte que “o grande desafio será integrar a inovação de forma responsável e custo-efetiva, com formação adequada e validação científica, garantindo sempre o cumprimento dos preceitos éticos e a acessibilidade a todos os doentes”. O reforço da investigação clínica e básica em Portugal é igualmente apontado como essencial para consolidar a qualidade e relevância internacional da prática nacional.

Numa mensagem final aos participantes, Nuno Sevivas deixa um apelo à união e ao entusiasmo: “Este congresso é uma oportunidade única para partilhar experiências, fortalecer laços científicos e pessoais e projetar o futuro da ortopedia portuguesa. A SPOC convida todos a participar ativamente, com espírito crítico e colaborativo, porque é através da ciência e da amizade que construímos uma comunidade mais forte e preparada para os desafios vindouros.”